Como escolher o influenciador certo para a minha marca?

Artigo escrito para os “Blogs do Ano” da Media Capital

Existem vários fatores a considerar na escolha de um parceiro/influenciador que nos permita atingir os nossos objetivos na geração de tração para a marca junto de uma determinada audiência. Entre outros, normalmente falamos de Alcance (ou seja, atingir o maior número de pessoas com a nossa marca através do influenciador), Geração de Tráfego (para o website ou landing page) ou Conversões (por exemplo, a existência de uma transação comercial traduzida na aquisição de novos clientes).
Tendo bem definidos quais os objetivos que queremos atingir, existem depois alguns aspetos a ter em consideração na escolha do parceiro/influenciador que irão ajudar a atingir os mesmos. Alguns dos que considero fundamentais são:

1. Dimensão da audiência. De acordo com os objetivos definidos, o número de pessoas que segue o influenciador pode ter um papel decisivo na escolha. Por exemplo, se trabalho numa ótica de awareness, pode fazer sentido trabalhar com parceiros com uma audiência maior, sendo por isso um critério que influenciará a tomada de decisão. Por outro lado, se estou focado em aquisição de novos clientes, talvez faça mais sentido trabalhar com um influenciador que tenha uma grande autoridade sobre a sua audiência;

2. Autoridade, isto é, a real capacidade de influenciar os seguidores a terem determinado comportamento. Isto poderá ser verificado, entre outras formas, pelo engagement/interações com as publicações. Quanto mais forem, à partida melhor, pois maior será a taxa de engagement. Claro que é importante também considerarmos o sentido positivo ou negativo das interações, entre outros. Contudo, o objetivo aqui é focarmo-nos na big picture;

3. Características da audiência, como o país de origem dos fãs, o age-group, lifestyle, entre outros. Cada uma das ações da marca deverá ter um público-alvo bem definido, pelo que é importante perceber se existe fit entre o público que a marca quer trabalhar e a audiência do parceiro;

4. A possibilidade de explorar novos modelos de negócio e formas de trabalhar, ou seja, existem parceiros que, pelas suas características, nos permitem explorar novas plataformas/canais e respetivos mecanismos de construção de marca/monetização;

5. Capacidade para crescerem e escalarem negócio num determinado limite temporal.

Estas são algumas das ideias base, podendo estas e outras ser exploradas em profundidade. O essencial, parece-me, é colocarmos o achómetro de lado e testarmos na realidade para percebermos o que resulta e o que não resulta. Cada marca é diferente, por isso não existe uma receita que funcione com todas.

 

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